Como publicar seu game no Switch, PS5 e Xbox

Publicar na Steam é simples, mas são cerca de 50 jogos chegando por dia, e a concorrência pesa. Por isso, muitos desenvolvedores independentes olham para os consoles. O port pode aumentar o faturamento, já que os preços costumam ser melhores que no PC. Os consoles também têm menos concorrentes e, de quebra, um título aprovado nas grandes plataformas chama a atenção de investidores. O trabalho, porém, é grande: portar para um único console leva de 3 a 6 meses.

Qual plataforma escolher primeiro?

A dica é começar por aquela que pode ter o maior público para o seu jogo. Cada marca tem seu perfil:

  • Nintendo: forte na Ásia, em especial no Japão, aposta em jogos divertidos e familiares. Se o seu título é violento, adulto ou ultrarrealista, pode não ser o lugar ideal.
  • PlayStation: forte nas Américas e na Europa, com público que busca realismo e grandes produções. Os indies sofrem um pouco, e alguns jogos chegam a custar quase o dobro do que em outras plataformas.
  • Xbox: também concentrado na América do Norte e na Europa, é o território do custo-benefício e, hoje, o que oferece mais chances aos independentes.

Aprovação, dev kits e custos

Cada plataforma tem seu nível de burocracia, e a Microsoft é a mais simples. Você preenche um formulário sobre o gameplay loop e envia vídeos e uma demo, mas a aprovação vale para cada jogo individualmente.

A Sony exige empresa registrada, e-mail profissional, um Game Design Document e até IP estático. A Nintendo é a mais difícil: costuma barrar estúdios pequenos, e muitos jogos são recusados 3, 4 ou até 5 vezes. Em compensação, ela aprova o estúdio, não cada jogo, então só é preciso passar por essa etapa uma vez.

Atenção também à classificação indicativa (ESRB, PEGI e ClassInd): um errinho nela já adiou lançamentos.

Aprovado, você precisa de um dev kit, aparelho que aceita jogos em desenvolvimento e não é vendido em loja. Os preços iniciais lá fora são:

  • Xbox Series: cerca de US$ 2.000
  • PlayStation 5: de US$ 2.500 a US$ 3.500
  • Nintendo: de US$ 400 a US$ 500

No Brasil, as taxas de importação podem dobrar esse valor. A alternativa são as empresas de port, que cobram de US$ 15 mil a US$ 120 mil no exterior e de R$ 30 mil a R$ 80 mil por aqui, ou as publishers que oferecem esse serviço. Em ambos os casos, lembre-se de que cada patch também passa pela aprovação da plataforma.

Quer saber mais?

No vídeo completo lá do canal do Minas Arcade no Youtube, cocê confere muito mais sobre o assunto, além de uma conversa com João Brant (Dandara) e Obiwan Medeiros (Side.inc) sobre as vantagens e desvantagens de Unity e Unreal, mais caminhos para facilitar o port e caminhos de financiamento, como as leis de incentivo à cultura.