Restless Rites: o game de terror mineiro com cara de Silent Hill

Restless Rites, do estúdio sabaraense Pale Opossum, é uma das grandes promessas de 2026 para quem procura jogos autorais produzidos em Minas e entretenimento aterrorizante.

Mas, para entender melhor o que vimos de promissor no game, primeiro precisamos conhecer a identidade mineira presente por ali, além de suas referências — sendo uma delas bastante conhecida: o clássico Silent Hill.

Por trás de Restless Rites

No game, o jogador precisa cuidar de uma capela amaldiçoada localizada em uma pequena cidade. Quem assume a missão deve gerenciar o dia a dia do local e ainda desvendar um mistério tenebroso que está enterrado anos.

Restless Rites começou a ser desenvolvido no final de 2024 pelo programador Mateus Umbelino — que também é graduado em Artes Digitais pela UFMG. A ideia de Mateus era terminar o game em um prazo enxuto, de 3 a 6 meses; porém, o projeto acabou tornando-se um pouco maior.

Apesar de não ser a primeira experiência com games do desenvolvedor, dá para dizer que esta é a sua primeira incursão comercial neste meio.

A “receita” do jogo

Para imaginar o cenário de Restless Rites, Mateus buscou inspiração em seus jogos de terror favoritos: Silent Hill e Pathologic. Mas não são apenas esses os itens da “receita” do jogo.

Five Nights at Freddy’s e Happy’s Humble Burger Farm também ajudaram o desenvolvedor a se inspirar antes de bolar a história e os códigos do seu primeiro grande game.

O fantástico interior de Minas

Sabará não serve apenas como endereço do estúdio, mas como a própria alma atmosférica do projeto. Situada no coração da Estrada Real, a cidade carrega o peso de séculos de história, ouro e segredos guardados em suas igrejas setecentistas e ruelas de pedra. Essa aura de “passado que se recusa a morrer” é o combustível perfeito para o terror de Mateus.

O jogo bebe diretamente do folclore local e da estética do barroco mineiro. Em Sabará, as lendas de procissões fantasmas e tesouros malditos escondidos em casarões coloniais flertam com o sagrado e o profano. Ao transpor essa energia para o gameplay, Restless Rites transforma a pacatez do interior em um cenário de isolamento e desconforto, onde o ranger das madeiras da capela e o nevoeiro das montanhas escondem algo muito mais antigo que a própria cidade.


Em suma, Restless Rites é uma carta de amor ao terror psicológico, filtrada por uma lente profundamente mineira. Ao unir mecânicas de gerenciamento de recursos com o suspense opressor de grandes clássicos do gênero, o título da Pale Opossum prova que o cenário indie nacional está pronto para transformar nossa própria história em pesadelos inesquecíveis.

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