PGB Trend Report 2025: conheça o perfil dos gamers brasileiros

O PGB Trend Report 2025, uma das principais pesquisas sobre o comportamento dos gamers no Brasil, trouxe novos dados que ajudam a entender o cenário atual do público que joga — e consome — games no país. O levantamento, realizado entre 31 de janeiro e 6 de fevereiro de 2025, contou com 6.282 participantes e mostra que o hábito de jogar continua em crescimento, com um aumento de 8,9% em relação à edição anterior. Agora, mais de 82% dos brasileiros afirmam jogar algum tipo de game.

Um dos destaques do relatório é a presença feminina, que representa 53,2% dos jogadores — reforçando uma tendência já observada em anos anteriores. Entretanto, a divisão por plataformas ainda revela diferenças marcantes: as mulheres preferem jogar em smartphones, enquanto os homens são maioria nos consoles e PCs, com mais de 60% de participação em cada um desses segmentos.

Os games mais populares também variam conforme o gênero. Entre as mulheres, Minecraft, Roblox e Candy Crush ocupam o topo das preferências. Já entre os homens, Mortal Kombat, GTA 5 e Pokémon Go lideram as escolhas. Essa diversidade de títulos reflete não apenas o gosto pessoal, mas também o acesso a diferentes plataformas e faixas de preço.

Em relação à classe social, o estudo destaca que os consoles dominam entre as classes mais altas, enquanto os computadores são mais populares na classe média. Já as classes C e D têm nos smartphones sua principal porta de entrada para o universo dos games — uma tendência impulsionada pela facilidade de acesso e pela ampla oferta de jogos gratuitos ou de baixo custo.

Para entender melhor o que representam as chamadas “classes C e D”, vale destacar que, conforme dados do IBGE e estudos de estratificação social no Brasil, a classificação leva em conta faixas de renda familiar em relação ao salário-mínimo. Atualmente, a classe C abrange famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários-mínimos, enquanto a classe D compreende aquelas com 2 a 4 salários-mínimos. Na prática, isso significa que esse público, embora tenha poder de consumo intermediário, ainda enfrenta limitações para acessar plataformas mais caras, o que explica a preferência pelos smartphones.

Outro ponto relevante é o perfil etário e econômico dos jogadores. A faixa entre 30 e 44 anos concentra 49,4% dos gamers, e 32,3% têm renda familiar entre 2 e 5 salários mínimos por mês. As gerações Z e Millennial (15 a 44 anos) são as que mais consomem jogos digitais, tanto em tempo dedicado quanto em gastos. Segundo a pesquisa, 77% dos gamers brasileiros investem até R$ 250 por mês em jogos, seja em compras diretas, assinaturas ou microtransações.

O PGB Trend Report 2025 reafirma o tamanho e a diversidade do público gamer no Brasil — um mercado cada vez mais representativo, multifacetado e conectado às transformações culturais e tecnológicas do país.