Jogamos a demo de Alien Apocalypse e contamos o que achamos

Em uma semana marcada por eventos como The Game Awards, Latin American Games Showcase, Flow Games Awards e Premiação Sem Prêmios, foi complicado encontrar um tempo para testar a demo de Alien Apocalypse, título desenvolvido pelo estúdio belo-horizontino Umbu Games.

Ainda assim, as pouco mais de duas horas em que consegui explorar a prévia valeram muito a pena. E é justamente essa experiência que compartilho a seguir.

Muitas possibilidades

Logo de início, fica claro que a Umbu quis criar um jogo onde a monotonia passa longe.
O mapa é relativamente amplo, oferecendo uma grande variedade de ações, descobertas e interações em casas, restaurantes, mercados e outras estruturas espalhadas pelo cenário.

Além disso, há uma boa diversidade de perfis para montar o seu personagem: carpinteiro, especialista em tecnologia, enfermeiro, ufologista, influencer, desempregado, estudante — entre outros.

Por onde começar?

Quanto a imersão do game, existem pontos positivos e outros… nem tanto.

A trilha sonora de Alien Apocalypse funciona bem e remete diretamente aos clássicos de ficção científica dos anos 70, com sintetizadores que marcaram época.
No visual, porém, ainda há espaço para um refinamento antes do lançamento oficial.

Embora os requisitos mínimos não sejam absurdos, pedir 16 GB de RAM e uma Nvidia GTX 1060 pode afastar parte do público.

Gráfico reduzido para aumentar a performance do jogo em computadores com o requisito mínimo de sistema.


Somam-se a isso alguns pontos de UX e jogabilidade que prejudicam um pouco o ritmo da experiência.

Como há muitos objetos espalhados pelos cenários, por vezes é difícil identificar o que pode ser utilizado ou não sem algum tipo de indicador na tela. Também senti falta de um tutorial inicial que explicasse tarefas básicas, como criar itens e selar portas e janelas — algo que jogos como Aliens: Dark Descent fazem muito bem.

O potencial está lá

Durante a demo, Alien Apocalypse me trouxe lembranças de The Wild Eight (2019), game em que facilmente ultrapassei a marca de 20 horas de jogo.
Há uma constante sensação de urgência, o incentivo à exploração e a necessidade de planejar sua estratégia de sobrevivência.

O mapa, bastante variado, convida o jogador a circular em busca de recursos — ainda que isso aumente o risco de encontrar visitantes nada amigáveis de outros planetas.

Dito isso, acredito que com alguns ajustes que tornem a navegação mais intuitiva e, quem sabe, um toque a mais de identidade local, Alien Apocalypse tem tudo para renovar a fórmula clássica da sobrevivência com elementos criativos e envolventes.

E, convenhamos: quando o assunto é encontro com alienígenas, não faltam cases com histórias mineiras.